ASCENDENS




Agradeçamos à GAZETA DA RESTAURAÇÃO ter arquivado este programa televisivo. Pois se há coisa que hoje abunda é a memória curta provocada pelo vírus mental da pós-modernidade.

Sublinham-se os principais aspectos:

1 - A Conferência Episcopal Portuguesa ainda não sabe quais as diferenças entre a maçonaria e a Igreja;

2 - A maçonaria ve-se igual ao pensamento dos católicos no pós-concílio e não entende porque continua a ser tida como herege;

3 - A C.E.P. defende e faz referência ao Concílio Vaticano II e a maçonaria igualmente, e com sentido marcante e elogioso (como se tratando de um marco de mudança muito bem-vindo);

4 - D. Carlos Azevedo não deve mais dar entrevistas sem declarar que são a título pessoal, e não em representação da Igreja ou dos católicos em Portugal, pois as heresias em que prova acreditar são comuns às do grão-mestre (consulte-se os documentos pré conciliares). Poderia D. Carlos optar por não ser filmado nestes momentos junto ou dentro de edifícios eclesiásticos para que não se tome o pessoal por oficial da Igreja;

5 - D. Carlos Azevedo faz uma clara separação doutrinal entre aquilo que a Igreja ensina até ao Concílio Vaticano II, e o grão-mestre reforça dizendo que o Concílio Vaticano II criou um outra Igreja que nada tem a ver com a anterior.

A todos os que dizem que o Concílio Vaticano II foi infalível ou dogmático, que infalibilizam o que a Igreja não obrigou, parem para pensar: Como os inimigos da Igreja louvam o Concílio e os defensores da Tradição da Igreja lutam contra os sempre inimigos da Igreja e contra a crença de que o Concílio é infalível e que não é perigoso? O que se passou no Concílio? O que se foi passando antes do Concílio e porque os Papas haviam tão duramente condenado o modernismo?

Certamente que o grão-mestre sabe que os católicos da tradição defendem a Igreja de sempre, e católicos também não são do agrado de D.Carlos Azevedo. Os católicos tradicionais estão no "sempre" enquanto D. Carlos deslocou-se alegremente para o campo dominado pela maçonaria. O mundo tinha crescido, produzido a arte e a ciência, evangelizado, dando novos mundos ao mundo sob o desígnio da cruz. Mas D. Carlos diz que hoje sim, hoje é que os poucos praticantes são verdadeiros e no passado era tudo católico (católicos meramente sociais e nada mais).

O Concílio Pastoral abriu as janelas ao mundo e a Igreja constipou-se.